Retrato do Emprego Doméstico na Região Metropolitana de Salvador

Comparativo PNAD 2006 com o PNAD 2007 do IBGE – Em Mil

Tabulação Doméstica Legal / Instituto FGTS Fácil

ANO

2006

2007

Diferença

1) Total de Empregados Domésticos

158

152

-6 - -3,79%

AVALIAÇÃO: Foi negativo pela diminuição de mais de 3,%. A média Brasil, que reduziu em 0,72% o número de

Trabalhadores domésticos.

2) Por carteira assinada

Quantidade

%

Quantidade

%

Quantidade

%

- Empregados com carteira assinada

50

31,65%

44

28,95%

-6

-2,70%

Empregados sem carteira assinada

108

68,35%

108

71,05%

0

2,70%

AVALIAÇÃO: Foi negativo o ano
de 2007, pois houve aumento na informalidade em 2,70%% e, aumento da

formalidade na mesma proporção. Na média Brasil, houve aumento da formalidade em 0,08%.

3) Contribuição INSS

Quantidade

%

Quantidade

%

Quantidade

%

- Contribuintes

53

33,54%

51

33,55%

-2

0,01%

- Não Contribuintes

105

66,46%

101

66,45%

-4

-0,01%

AVALIAÇÃO: Foi negativo com a diminuição no número de contribuintes, apesar do percentual positivo em

0,01%. Na média Brasil houve aumento dos contribuintes em 0,67%

4) Por Sexo

Quantidade

%

Quantidade

%

Quantidade

%

- Feminino

147

93,04%

143

94,70%

-4

1,66%

- Masculino

11

6,96%

8

5,30%

-3

-1,66%

AVALIAÇÃO: Percentualmente houve aumento na quantidade de mulheres em 1,66%, com aumento no mesmo

percentual da mão de obra masculina. Na média Brasil houve aumento da mão de obra feminina em 0,55%.

5) Tempo de Trabalho

Quantidade

%

Quantidade

%

Quantidade

%

- Até 5 meses

30

18,99%

28

18,54%

-2

-0,44%

- 6 meses à 11 meses

18

11,39%

17

11,26%

-1

-0,13%

- 1 ano

24

15,19%

24

15,89%

0

0,70%

- De 2 à 4 anos

37

23,42%

38

25,17%

1

1,75%

- De 5 à 9 anos

23

14,56%

22

14,57%

-1

0,01%

- 10 ou mais anos

26

16,46%

22

14,57%

-4

-1,89%

AVALIAÇÃO: Na média foi negativo com a diminuição do tempo de trabalho na faixa acima de mais de 10 anos

de trabalho.

6) Por Faixa Salarial

Quantidade

%

Quantidade

%

Quantidade

%

- Sem rendimento

0

0,00%

0

0,00%

0

0,00%

- Até 1/2 Sal. Mínimo

42

26,58%

38

25,33%

-4

-1,25%

- +1/2 à 1 sal. Mínimo

100

63,29%

93

62,00%

-7

-1,29%

- + 1 à 2 Sal. Mínimo

15

9,49%

19

12,67%

4

3,17%

- + 2 à 5 Sal. Mínimo

1

0,63%

0

0,00%

-1

-0,63%

- + 5 à 10 Sal. Mínimo

0

0,00%

0

0,00%

0

0,00%

- Sem Declaração

0

0,00%

0

0,00%

0

0,00%

AVALIAÇÃO: Foi positivo  em relação à 2006, com a diminuição de trabalhadores ganhando menos de um

salário mínimo e, aumento de trabalhadores ganhando mais de 1 salário mínimo.

7) Por Idade

Quantidade

%

Quantidade

%

Quantidade

%

10 à 14 anos Trabalho Infantil

1

0,63%

2

1,32%

1

0,68%

-15 à 17 anos

4

2,53%

3

1,97%

-1

-0,56%

- 18 à 19 anos

5

3,16%

4

2,63%

-1

-0,53%

- 20 à 24 anos

18

11,39%

17

11,18%

-1

-0,21%

- 25 à 29 anos

26

16,46%

20

13,16%

-6

-3,30%

- 30 à 39 anos

50

31,65%

47

30,92%

-3

-0,72%

- 40 à 49 anos

36

22,78%

37

24,34%

1

1,56%

- 50 à 59 anos

15

9,49%

18

11,84%

3

2,35%

- 60 à 69 anos

3

1,90%

4

2,63%

1

0,73%

AVALIAÇÃO: O quadro foi negativo com o aumento do trabalho infantil e, com o aumento de trabalhadores

Idosos. O fato positivo foi a diminuição do trabalho adolescente, já que desde o dia 12/09/2008 está proibido pelo

Decreto 6.481, domésticos com idade menor de 18 anos.

8) Por carga horária

Quantidade

%

Quantidade

%

Quantidade

%

- Até 14 horas

13

8,23%

18

11,92%

5

3,69%

- De 15 a 39 horas

43

27,22%

42

27,81%

-1

0,60%

- De 40 à 44 horas

35

22,15%

27

17,88%

-8

-4,27%

- De 45 à 48 horas

33

20,89%

29

19,21%

-4

-1,68%

- De 49 horas ou +

34

21,52%

35

23,18%

1

1,66%

- Sem Declaração

0

0,00%

0

0,00%

0

0,00%

AVALIAÇÃO: Foi bem negativo com o aumento de trabalhadores na faixa acima de 49 horas semanais. O fato

positivo, foi a diminuição de trabalhadores que trabalham entre 45 à 48 horas semanais.

9) Trabalhadores Sindicalizados

Quantidade

%

Quantidade

%

Quantidade

%

- Homens

0

0,00%

0

0,00%

0

0,00%

- Mulheres

2

100%

0

0,00%

-2

0,00%

AVALIAÇÃO: Neste item foi totalmente negativo em relação à 2006, sem nenhum trabalhador sindicalizados.

10) Trabalhadores procurando emprego na semana da pesquisa

Quantidade

%

Quantidade

%

Quantidade

%

- Homens

 

 

2

5,13%

2

5,13%

- Mulheres

 

 

37

94,87%

37

94,87%

AVALIAÇÃO

Fonte: PNAD 2006 e 2007 – IBGE.

 

Conclusões:

 

Em regra geral, o quadro do emprego doméstico foi negativo em relação à 2006, com:

a)     A diminuição de trabalhadores domésticos;

b)    O aumento da informalidade;

c)     O aumento de trabalhadores que deixaram de contribuir para a Previdência Social;

a)     O aumento de trabalhadores com carga horária semanal acima de 49 horas;

b)    O aumento do trabalho infantil;

d)    O aumento de trabalhadores idosos;

e)     Sem trabalhadores sindicalizados.

 

O que houve de positivo, foi:

a)     A diminuição de trabalhadores ganhando menos de um salário mínimo;

b)    A diminuição do trabalho adolescente;

c)     A diminuição de trabalhadores com carga horária semanal entre 45 e 48 horas.

 

O quadro na média foi negativo em função do aumento da informalidade e da diminuição no número de contribuintes para o INSS. A Lei 11.324 de 19/07/2006, não teve nenhum efeito positivo em Salvador, talvez pelo fato da maioria dos empregadores domésticos, usarem o Modelo Simplificado na Declaração Anual de Imposto de Renda, e com isso não ter nenhum benefício, já que a dedução do INSS, só é permitida para os empregadores domésticos, que usam o Modelo Completo na Declaração Anual de Imposto de Renda. O que mostra claramente, que a Lei 11.324, não atingiu seu objetivo e tem que ser mudada. Para isso, existe o projeto de Lei Legalize sua doméstica e pague menos INSS.

 

Acredito, que para diminuir a taxa de informalidade no emprego doméstico, é necessário dar estimulo ao empregador doméstico através da diminuição dos custos de formalização, investimento na qualificação da mão de obra doméstica e, uma campanha de conscientização de empregadores e empregados domésticos em grande escala, através do Governo Federal, Estadual e Municipal. Além de definir por Lei o que é uma Diarista, para evitar dores de cabeça com ações trabalhistas. E principalmente, que as autoridades, comecem a ver o empregador doméstico com gerador de trabalho e renda, e entendendo, que o empregador doméstico não é uma empresa, que tem estrutura e operacional, financeira e visa lucro em regra geral.

 

Rio de Janeiro, 04 de novembro de 2008.

 

Mario Avelino – Presidente do Instituto FGTS Fácil e do Portal Doméstica. Realizador e coordenador do Fórum O futuro do emprego doméstico no Brasil, e autor do livro “Empregadas Domésticas x Patroas – Conflitos e Soluções”.