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Retrato do Emprego Doméstico na Região Metropolitana de Porto Alegre |
|||||||
Comparativo PNAD 2006 com o PNAD 2007 do IBGE – Em Mil |
|||||||
Tabulação Doméstica Legal / Instituto FGTS Fácil |
|||||||
ANO |
2006 |
2007 |
Diferença |
||||
1) Total de Emprega-dos Domésticos |
139 |
149 |
10 – 7,19% |
||||
AVALIAÇÃO: Aumento de mais de 7%, diferente da média Brasil, que reduziu em 0,72% o número de Trabalhadores domésticos. |
|||||||
2) Por carteira assinada |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- Empregados com carteira assinada |
57 |
41,01% |
65 |
43,62% |
8 |
2,62% |
|
Empregados sem carteira assinada |
82 |
58,99% |
84 |
56,38% |
2 |
-2,62% |
|
AVALIAÇÃO: Foi positivo o ano de 2007, pois houve aumento na formalidade de 2,62% e, diminuição da informalidade na mesma proporção. Na média Brasil, houve aumento da formalidade em 0,08%. |
|||||||
3) Contribuição INSS |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- Contribuintes |
64 |
46,04% |
73 |
48,99% |
9 |
2,95% |
|
- Não Contribuintes |
75 |
53,96% |
76 |
51,01% |
1 |
-2,95% |
|
AVALIAÇÃO: Foi positivo com o aumento no número de contribuintes em 2,95%, com a diminuição na mesma proporção do número de não contribuintes. Na média Brasil houve aumento dos contribuintes em 0,67% |
|||||||
4) Por Sexo |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- Feminino |
130 |
93,53% |
138 |
92,62% |
8 |
-0,91% |
|
- Masculino |
9 |
6,47% |
11 |
7,38% |
2 |
0,91% |
|
AVALIAÇÃO: Houve aumento na mão de obra feminina e masculina. Na média Brasil houve aumento da mão de obra feminina em 0,55%. |
|||||||
5) Tempo de Trabalho |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- Até 5 meses |
18 |
13,04% |
20 |
13,42% |
2 |
0,38% |
|
- 6 meses à 11 meses |
10 |
7,25% |
15 |
10,07% |
5 |
2,82% |
|
- 1 ano |
19 |
13,77% |
21 |
14,09% |
2 |
0,33% |
|
- De 2 à 4 anos |
40 |
28,99% |
34 |
22,82% |
-6 |
-6,17% |
|
- De 5 à 9 anos |
24 |
17,39% |
28 |
18,79% |
4 |
1,40% |
|
- 10 ou mais anos |
27 |
19,57% |
31 |
20,81% |
4 |
1,24% |
|
AVALIAÇÃO: Na média foi positivo com o aumento do tempo de trabalho nas faixas acima de 6 meses, Apesar da diminuição nas faixas de 2 à 4 anos. |
|||||||
6) Por Faixa Salarial |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- Sem rendimento |
0 |
0,00% |
0 |
0% |
0 |
0,00% |
|
- Até 1/2 Sal. Mínimo |
19 |
13,87% |
19 |
12,84% |
0 |
-1,03% |
|
- +1/2 à 1 sal. Mínimo |
49 |
35,77% |
49 |
33,11% |
0 |
-2,66% |
|
- + 1 à 2 Sal. Mínimo |
62 |
45,26% |
69 |
46,62% |
7 |
1,37% |
|
- + 2 à 5 Sal. Mínimo |
7 |
5,11% |
11 |
7,43% |
4 |
2,32% |
|
- + 5 à 10 Sal. Mínimo |
0 |
0,00% |
0 |
0,00% |
0 |
0,00% |
|
- Sem Declaração |
0 |
0,00% |
0 |
0,00% |
0 |
0,00% |
|
AVALIAÇÃO: Na média foi positivo em relação à 2006, com a diminuição do trabalho escravo e semi-escravo. Na média Brasil houve diminuição dos trabalhadores escravos e semi-escravos. |
|||||||
7) Por Idade |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
10 à 14 anos Trabalho Infantil |
1 |
0,71% |
1 |
0,67% |
0 |
-0,05% |
|
- 15 à 17 anos |
3 |
2,14% |
2 |
1,33% |
-1 |
-0,81% |
|
- 18 à 19 anos |
3 |
2,14% |
2 |
1,33% |
-1 |
-0,81% |
|
- 20 à 24 anos |
9 |
6,43% |
9 |
6,00% |
0 |
-0,43% |
|
- 25 à 29 anos |
12 |
8,57% |
13 |
8,67% |
1 |
0,10% |
|
- 30 à 39 anos |
37 |
26,43% |
35 |
23,33% |
-2 |
-3,10% |
|
- 40 à 49 anos |
38 |
27,14% |
44 |
29,33% |
6 |
2,19% |
|
- 50 à 59 anos |
27 |
19,29% |
31 |
20,67% |
4 |
1,38% |
|
- 60 ou mais anos |
10 |
7,14% |
13 |
8,67% |
3 |
1,52% |
|
AVALIAÇÃO: Na média foi positivo em relação à 2006, com a diminuição do trabalho infantil. A diminuição no número de trabalhadores adolescentes, que desde o dia 12/09/2008 está proibido pelo Decreto 6.481, domésticos com idade menor de 18 anos.Foi também significativo o aumento nas faixas acima de 40 anos e, a diminuição na faixa etária de 30 à 39 anos. Na média Brasil houve aumento do trabalho infantil e diminuição do trabalho adolescente. |
|||||||
8) Por carga horária |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- Até 14 horas |
18 |
13,04% |
14 |
9,46% |
-4 |
-3,58% |
|
- De 15 a 39 horas |
45 |
32,61% |
49 |
33,11% |
4 |
0,50% |
|
- De 40 à 44 horas |
41 |
29,71% |
43 |
29,05% |
2 |
-0,66% |
|
- De 45 à 48 horas |
15 |
10,87% |
16 |
10,81% |
1 |
-0,06% |
|
- De 49 horas ou + |
19 |
13,77% |
26 |
17,57% |
7 |
3,80% |
|
- Sem Declaração |
0 |
0,00% |
0 |
0,00% |
0 |
0,00% |
|
AVALIAÇÃO: Foi bem negativo com a diminuição de trabalhadores na faixa acima de 45 horas semanais. |
|||||||
9) Trabalhadores Sindicalizados |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- Homens |
0 |
0,00% |
0 |
0,00% |
0 |
0,00% |
|
- Mulheres |
2 |
1,44% |
1 |
0,67% |
-1 |
0,77% |
|
AVALIAÇÃO: Foi negativo, com a diminuição de trabalhadores sindicalizados. |
|||||||
10) Trabalhadores procurando emprego na semana da pesquisa |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- Homens |
2 |
1,44% |
|
#DIV/0! |
-2 |
#DIV/0! |
|
- Mulheres |
19 |
13,67% |
|
#DIV/0! |
-19 |
#DIV/0! |
|
AVALIAÇÃO |
|||||||
Fonte: PNAD 2006 e 2007 – IBGE.
Em regra geral, o quadro do emprego doméstico foi positivo em relação à 2006, com:
a) O aumento no número de trabalhadores doméstico;
b) O aumento da formalidade;
c) O aumento de trabalhadores que passaram a contribuir para a Previdência Social;
d) O aumento no tempo de trabalho;
e) A diminuição do trabalho semi-escravo, faixa salarial de ½ salário mínimo a um salário mínimo;
f) A diminuição do trabalho infantil e na faixa de 15 a 17 anos.
O que houve de negativo, foi:
a) O aumento de trabalhadores com carga horária semanal com mais de 49 horas;
b) A diminuição no número de trabalhadores sindicalizados.
O quadro na média foi positivo, em função do aumento da formalidade e da diminuição no número de contribuintes para o INSS. Acredito, que a Lei 11.324 de 19/07/2006, teve pouca influência neste quadro positivo, talvez pelo fato da maioria dos empregadores domésticos, usarem o Modelo Simplificado na Declaração Anual de Imposto de Renda, e com isso não ter nenhum benefício, já que a dedução do INSS, só é permitida para os empregadores domésticos, que usam o Modelo Completo na Declaração Anual de Imposto de Renda. O que mostra claramente, que a Lei 11.324, não atingiu seu objetivo e tem que ser mudada. Para isso, existe o projeto de Lei Legalize sua doméstica e pague menos INSS.
Acredito, que para diminuir a taxa de informalidade no emprego doméstico, é necessário dar estímulo ao empregador doméstico através da diminuição dos custos de formalização, investimento na qualificação da mão de obra doméstica e, uma campanha de conscientização de empregadores e empregados domésticos em grande escala, através do Governo Federal, Estadual e Municipal. Além de definir por Lei o que é uma Diarista, para evitar dores de cabeça com ações trabalhistas. E principalmente, que as autoridades, comecem a ver o empregador doméstico com gerador de trabalho e renda, e entendendo, que o empregador doméstico não é uma empresa, que tem estrutura e operacional, financeira e visa lucro em regra geral.
Rio de Janeiro, 03 de novembro de 2008.
Mario Avelino – Presidente do Instituto FGTS Fácil e do Portal Doméstica. Realizador e coordenador do Fórum O futuro do emprego doméstico no Brasil, e autor do livro “Empregadas Domésticas x Patroas – Conflitos e Soluções”.

