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Retrato do Emprego Doméstico na Região Metropolitana de Belo Horizonte |
|||||||
Comparativo PNAD 2006 com o PNAD 2007 do IBGE – Em Mil. |
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Tabulação Doméstica Legal / Instituto FGTS Fácil |
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Região Metropolitana: Belo Horizonte |
|||||||
ANO |
2006 |
2007 |
Diferença |
||||
1) Total de Empregados Domésticos |
223 |
236 |
13 - + 6,09% |
||||
AVALIAÇÃO: Aumento de mais de 6%, diferente da média Brasil, que reduziu em 0,72% o número de Trabalhadores domésticos. |
|||||||
2) Por carteira assinada |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- Empregados com carteira assinada |
82 |
36,77% |
91 |
38,56% |
9 |
1,79% |
|
Empregados sem carteira assinada |
141 |
63,23% |
145 |
61,44% |
4 |
-1,79% |
|
AVALIAÇÃO: Foi positivo o ano de 2007, pois houve aumento na formalidade de 1,79% e, diminuição da Informalidade na mesma proporção. Na média Brasil, houve aumento da formalidade em 0,08%. |
|||||||
3) Contribuição INSS |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- Contribuintes |
93 |
41,70% |
103 |
43,64% |
10 |
1,94% |
|
- Não Contribuintes |
130 |
58,30% |
133 |
56,36% |
3 |
-1,94% |
|
AVALIAÇÃO: Foi positivo com o aumento no número de contribuintes em 1,94%, com a diminuição na mesma proporção do número de não contribuintes. Na média Brasil houve aumento dos contribuintes em 0,67% |
|||||||
4) Por Sexo |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- Feminino |
208 |
92,86% |
219 |
92,80% |
11 |
-0,06% |
|
- Masculino |
16 |
7,14% |
17 |
7,20% |
1 |
0,06% |
|
AVALIAÇÃO: Houve um pequeno aumento na mão de obra masculino em 0,06%, com diminuição no mesmo percentual da mão de obra feminina. Na média Brasil houve aumento da mão de obra feminina em 0,55%. |
|||||||
5) Tempo de Trabalho |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- Até 5 meses |
40 |
17,86% |
33 |
13,98% |
-7 |
-3,87% |
|
- 6 meses à 11 meses |
23 |
10,27% |
28 |
11,86% |
5 |
1,60% |
|
- 1 ano |
37 |
16,52% |
39 |
16,53% |
2 |
0,01% |
|
- De 2 à 4 anos |
55 |
24,55% |
57 |
24,15% |
2 |
-0,40% |
|
- De 5 à 9 anos |
31 |
13,84% |
28 |
11,86% |
-3 |
-1,97% |
|
- 10 ou mais anos |
38 |
16,96% |
51 |
21,61% |
13 |
4,65% |
|
AVALIAÇÃO: Na média foi positivo com o aumento do tempo de trabalho nas faixas acima de 6 meses, Apesar da diminuição nas faixas de 2 à 9 anos. |
|||||||
6) Por Faixa Salarial |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- Sem rendimento |
0 |
0,00% |
1 |
0,42% |
1 |
0,42% |
|
- Até 1/2 Sal. Mínimo |
46 |
20,44% |
44 |
18,64% |
-2 |
-1,80% |
|
- +1/2 à 1 sal. Mínimo |
110 |
48,89% |
111 |
47,23% |
1 |
-1,65% |
|
- + 1 à 2 Sal. Mínimo |
62 |
27,56% |
71 |
30,08% |
9 |
2,53% |
|
- + 2 à 5 Sal. Mínimo |
6 |
2,67% |
9 |
3,81% |
3 |
1,15% |
|
- + 5 à 10 Sal. Mínimo |
0 |
0,00% |
0 |
0,00% |
0 |
0,00% |
|
- Sem Declaração |
1 |
0,44% |
0 |
0,00% |
-1 |
-0,44% |
|
AVALIAÇÃO: Na média foi positivo em relação à 2006. O ponto negativo foi o surgimento de 1.000 trabalhadores Domésticos sem salário, ou seja, trabalho escravo. Na média Brasil houve diminuição dos trabalhadores escravos e semi-escravos. |
|||||||
7) Por Idade |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- 10 à 14 anos Trabalho Infantil |
2 |
0,90% |
3 |
1,27% |
1 |
0,37% |
|
- 15 à 17 anos |
10 |
4,48% |
3 |
1,27% |
-7 |
-3,22% |
|
- 18 à 19 anos |
10 |
4,48% |
5 |
2,11% |
-5 |
-2,37% |
|
- 20 à 24 anos |
20 |
8,97% |
23 |
9,70% |
3 |
0,74% |
|
- 25 à 29 anos |
24 |
10,76% |
27 |
11,39% |
3 |
0,63% |
|
- 30 à 39 anos |
62 |
27,80% |
58 |
24,47% |
-4 |
-3,33% |
|
- 40 à 49 anos |
56 |
25,11% |
69 |
29,11% |
13 |
4,00% |
|
- 50 à 59 anos |
28 |
12,56% |
35 |
14,77% |
7 |
2,21% |
|
- 60 anos ou mais |
11 |
4,93% |
14 |
5,91% |
3 |
0,97% |
|
AVALIAÇÃO: O quadro foi negativo com o aumento do trabalho infantil. Na faixa de 15 a 17 anos foi positivo, Com a diminuição no número de trabalhadores adolescentes, que desde o dia 12/09/2008 está proibido pelo Decreto 6.481, domésticos com idade menor de 18 anos.Foi também significativo o aumento nas faixas acima de 40 anos e, a diminuição na faixa etária de 30 à 39 anos. Na média Brasil houve aumento do trabalho infantil e diminuição do trabalho adolescente. |
|||||||
8) Por carga horária |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- Até 14 horas |
32 |
14,29% |
24 |
10,17% |
-8 |
-4,12% |
|
- De 15 a 39 horas |
60 |
26,79% |
63 |
26,69% |
3 |
-0,09% |
|
- De 40 à 44 horas |
51 |
22,77% |
80 |
33,90% |
29 |
11,13% |
|
- De 45 à 48 horas |
38 |
16,96% |
30 |
12,71% |
-8 |
-4,25% |
|
- De 49 horas ou + |
43 |
19,20% |
39 |
16,53% |
-4 |
-2,67% |
|
- Sem Declaração |
0 |
0,00% |
0 |
0,00% |
0 |
0,00% |
|
AVALIAÇÃO: Foi bem positivo com a diminuição de trabalhadores na faixa acima de 45 horas semanais. |
|||||||
9) Trabalhadores Sindicalizados |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- Homens |
1 |
0,45% |
0 |
0,00% |
-1 |
-0,45% |
|
- Mulheres |
2 |
0,90% |
0 |
0,00% |
-2 |
-0,90% |
|
AVALIAÇÃO: Neste item foi totalmente negativo em relação à 2006, não tendo nenhum trabalhador sindicalizado. |
|||||||
10) Trabalhadores procurando emprego na semana da pesquisa |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- Homens |
|
|
2 |
4,17% |
2 |
4,17% |
|
- Mulheres |
|
|
46 |
95,83% |
46 |
95,83% |
|
AVALIAÇÃO |
|||||||
Fonte: PNAD 2006 e 2007 – IBGE.
Em regra geral, o quadro do emprego doméstico foi positivo em relação à 2006, com:
a) O aumento no número de trabalhadores doméstico;
b) O aumento da formalidade;
c) O aumento de trabalhadores que passaram a contribuir para a Previdência Social;
d) O aumento no tempo de trabalho;
e) A diminuição do trabalho semi-escravo, faixa salarial de ½ salário mínimo a um salário mínimo;
f) A diminuição do trabalho na faixa de 15 a 17 anos;
g) A diminuição de trabalhadores com carga horária acima de 44 horas.
O que houve de negativo, foi:
a) O surgimento de 1.000 trabalhadores sem salário, trabalho escravo;
b) O aumento do trabalho infantil;
c) Não existir mais trabalhadores sindicalizados;
d) O aumento de trabalhadores idosos.
O quadro na média foi positivo, em função do aumento da formalidade e da diminuição no número de contribuintes para o INSS. Acredito, que a Lei 11.324 de 19/07/2006, teve pouca influência neste quadro positivo, talvez pelo fato da maioria dos empregadores domésticos, usarem o Modelo Simplificado na Declaração Anual de Imposto de Renda, e com isso não ter nenhum benefício, já que a dedução do INSS, só é permitida para os empregadores domésticos, que usam o Modelo Completo na Declaração Anual de Imposto de Renda. O que mostra claramente, que a Lei 11.324, não atingiu seu objetivo e tem que ser mudada. Para isso, existe o projeto de Lei Legalize sua doméstica e pague menos INSS.
Acredito, que para diminuir a taxa de informalidade no emprego doméstico, é necessário dar estimulo ao empregador doméstico através da diminuição dos custos de formalização, investimento na qualificação da mão de obra doméstica e, uma campanha de conscientização de empregadores e empregados domésticos em grande escala, através do Governo Federal, Estadual e Municipal. Além de definir por Lei o que é uma Diarista, para evitar dores de cabeça com ações trabalhistas. E principalmente, que as autoridades, comecem a ver o empregador doméstico com gerador de trabalho e renda, e entendendo, que o empregador doméstico não é uma empresa, que tem estrutura e operacional, financeira e visa lucro em regra geral.
Rio de Janeiro, 03 de novembro de 2008.
Mario Avelino – Presidente do Instituto FGTS Fácil e do Portal Doméstica. Realizador e coordenador do Fórum O futuro do emprego doméstico no Brasil, e autor do livro “Empregadas Domésticas x Patroas – Conflitos e Soluções”.

