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Retrato do Emprego Doméstico na Região Metropolitana de Belém |
|||||||
Comparativo PNAD 2006 com o PNAD 2007 do IBGE |
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Tabulação Doméstica Legal / Instituto FGTS Fácil – Em Mil |
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ANO |
2006 |
2007 |
Diferença |
||||
1) Total de Empregados Domésticos |
87 |
96 |
9 = + 10,34% |
||||
AVALIAÇÃO: Aumento de mais de 10%, diferente da média Brasil, que reduziu em 0,72% o número de trabalhadores Domésticos. |
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2) Por carteira assinada |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- Empregados com carteira assinada |
21 |
24,14% |
18 |
18,75% |
-3 |
-5,39% |
|
Empregados sem carteira assinada |
66 |
75,86% |
78 |
81,25% |
12 |
5,39% |
|
AVALIAÇÃO: Foi negativo o ano de 2007, pois houve diminuição na formalidade de 5,39% e, aumento da informalidade na mesma proporção. Na média Brasil, houve aumento da formalidade em 0,08%. |
|||||||
3) Contribuição INSS |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- Contribuintes |
22 |
25,29% |
19 |
19,79% |
-3 |
-5,50% |
|
- Não Contribuintes |
65 |
74,71% |
77 |
80,21% |
12 |
5,50% |
|
AVALIAÇÃO: Foi negativo com a diminuição no número de contribuintes em 5,50%, com o aumento na mesma Proporção do número de não contribuintes. Na média Brasil houve aumento dos contribuintes em 0,67% |
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4) Por Sexo |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- Feminino |
81 |
93,10% |
88 |
91,67% |
7 |
-1,44% |
|
- Masculino |
6 |
6,90% |
8 |
8,33% |
2 |
1,44% |
|
AVALIAÇÃO: Houve um pequeno aumento na mão de obra masculino em 1,44%, com diminuição no mesmo percentual da mão de obra feminina. Na média Brasil houve aumento da mão de obra feminina em 0,55%. |
|||||||
5) Tempo de Trabalho |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- Até 5 meses |
19 |
22,09% |
16 |
16,67% |
-3 |
-5,43% |
|
- 6 meses à 11 meses |
7 |
8,14% |
8 |
8,33% |
1 |
0,19% |
|
- 1 ano |
17 |
19,77% |
16 |
16,67% |
-1 |
-3,10% |
|
- De 2 à 4 anos |
19 |
22,09% |
25 |
26,04% |
6 |
3,95% |
|
- De 5 à 9 anos |
12 |
13,95% |
13 |
13,54% |
1 |
-0,41% |
|
- 10 ou mais anos |
12 |
13,95% |
18 |
18,75% |
6 |
4,80% |
|
AVALIAÇÃO: Na média foi positivo com o aumento do tempo de trabalho nas faixas acima de 2 anos de trabalho. |
|||||||
6) Por Faixa Salarial |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- Sem rendimento |
0 |
0,00% |
0 |
0 |
0 |
0,00% |
|
- Até 1/2 Sal. Mínimo |
20 |
23,26% |
22 |
22,92% |
2 |
-0,34% |
|
- +1/2 à 1 sal. Mínimo |
56 |
65,12% |
62 |
64,58% |
6 |
-0,53% |
|
- + 1 à 2 Sal. Mínimo |
10 |
11,63% |
12 |
12,50% |
2 |
0,87% |
|
- + 2 à 5 Sal. Mínimo |
0 |
0,00% |
0 |
0,00% |
0 |
0,00% |
|
- + 5 à 10 Sal. Mínimo |
0 |
0,00% |
0 |
0,00% |
0 |
0,00% |
|
- Sem Declaração |
0 |
0,00% |
0 |
0,00% |
0 |
0,00% |
|
AVALIAÇÃO: Percentualmente foi positivo em relação à 2006, mas na quantidade foi negativo com o aumento de Trabalhadores com salário nas faixas de até 1 Salário Mínimo. Considero pelos números não houve mudança significativa Na questão salarial, pois 87,50% da mão de obra doméstica ganha até 1 salário mínimo., |
|||||||
7) Por Idade |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- 10 à 14 anos Trabalho Infantil |
1 |
1,14% |
1 |
1,04% |
0 |
-0,09% |
|
- 15 à 17 anos |
3 |
3,41% |
2 |
2,08% |
-1 |
-1,33% |
|
- 18 à 19 anos |
3 |
3,41% |
3 |
3,13% |
0 |
-0,28% |
|
- 20 à 24 anos |
12 |
13,64% |
14 |
14,58% |
2 |
0,95% |
|
- 25 à 29 anos |
12 |
13,64% |
14 |
14,58% |
2 |
0,95% |
|
- 30 à 39 anos |
27 |
30,68% |
25 |
26,04% |
-2 |
-4,64% |
|
- 40 à 49 anos |
20 |
22,73% |
24 |
25,00% |
4 |
2,27% |
|
- 50 à 59 anos |
7 |
7,95% |
9 |
9,38% |
2 |
1,42% |
|
- 60 à 69 anos |
3 |
3,41% |
4 |
4,17% |
1 |
0,76% |
|
AVALIAÇÃO: O quadro foi levemente positivo com pequena diminuição nas faixa etária de 15 a 17 anos, que desde o dia 12/09/2008 está proibido pelo Decreto 6.481.Foi também significativo o aumento nas faixas acima de 40 anos e, a diminuição na faixa etária de 30 à 39 anos. |
|||||||
8) Por carga horária |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- Até 14 horas |
4 |
4,60% |
7 |
7,29% |
3 |
2,69% |
|
- De 15 a 39 horas |
26 |
29,89% |
26 |
27,08% |
0 |
-2,80% |
|
- De 40 à 44 horas |
17 |
19,54% |
20 |
20,83% |
3 |
1,29% |
|
- De 45 à 48 horas |
26 |
29,89% |
19 |
19,79% |
-7 |
-10,09% |
|
- De 49 horas ou + |
14 |
16,09% |
24 |
25,00% |
10 |
8,91% |
|
- Sem Declaração |
0 |
0,00% |
0 |
0,00% |
0 |
0,00% |
|
AVALIAÇÃO: Na faixa de 45 à 48 horas foi bem positivo com a diminuição de 10,09%, só que o aumento na faixa de 49 horas ou mais, foi negativo, mantendo na média o mesmo quadro de trabalhadores trabalhando mais que 44 horas semanais. |
|||||||
9) Trabalhadores Sindicalizados |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- Homens |
0 |
0 |
0 |
0,00% |
0 |
0,00% |
|
- Mulheres |
1 |
1,15% |
0 |
0,00%! |
-1 |
- 1,15% |
|
AVALIAÇÃO: Neste item foi totalmente negativo em relação à 2006, não tendo nenhum trabalhador sindicalizado. |
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10) Trabalhadores procurando emprego na semana da pesquisa |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
Quantidade |
% |
|
- Homens |
|
|
1 |
6,25 |
1 |
6,25 |
|
- Mulheres |
|
|
15 |
93,75 |
15 |
93,75 |
|
AVALIAÇÃO |
|||||||
Fonte: PNAD 2006 e 2007 – IBGE.
Em regra geral, o quadro do emprego doméstico foi negativo em relação à 2006, com:
a) O aumento de trabalhadores domésticos em função do aumento da informalidade
b) O aumento da informalidade;
c) O aumento de trabalhadores que deixaram de contribuir para a Previdência Social;
d) O aumento de trabalhadores com carga horária semanal acima de 49 horas;
e) O aumento de trabalhadores idosos;
f) Não tem mais trabalhadores sindicalizados.
O que houve de positivo, foi:
a) A diminuiçÃo de trabalhadores ganhando entre até ½ salário mínimo até um salário mínimo;
b) A diminuição de trabalhadores com carga horária semanal entre 45 e 48 horas;
c) A diminuição no trabalho infantil e adolescente.;
d) O aumento no tempo de trabalho.
e) O aumento de trabalhadores idosos.
O quadro na média foi negativo em função do aumento da informalidade e da diminuição no número de contribuintes para o INSS. A Lei 11.324 de 19/07/2006, não teve nenhum efeito positivo em Belém, talvez pelo fato da maioria dos empregadores domésticos, usarem o Modelo Simplificado na Declaração Anual de Imposto de Renda, e com isso não ter nenhum benefício, já que a dedução do INSS, só é permitida para os empregadores domésticos, que usam o Modelo Completo na Declaração Anual de Imposto de Renda. O que mostra claramente, que a Lei 11.324, não atingiu seu objetivo e tem que ser mudada. Para isso, existe o projeto de Lei Legalize sua doméstica e pague menos INSS.
Acredito, que para diminuir a taxa de informalidade no emprego doméstico, é necessário dar estimulo ao empregador doméstico através da diminuição dos custos de formalização, investimento na qualificação da mão de obra doméstica e, uma campanha de conscientização de empregadores e empregados domésticos em grande escala, através do Governo Federal, Estadual e Municipal. Além de definir por Lei o que é uma Diarista, para evitar dores de cabeça com ações trabalhistas. E principalmente, que as autoridades, comecem a ver o empregador doméstico com gerador de trabalho e renda, e entendendo, que o empregador doméstico não é uma empresa, que tem estrutura e operacional, financeira e visa lucro em regra geral.
Rio de Janeiro, 03 de novembro de 2008.
Mario Avelino – Presidente do Instituto FGTS Fácil e do Portal Doméstica. Realizador e coordenador do Fórum O futuro do emprego doméstico no Brasil, e autor do livro “Empregadas Domésticas x Patroas – Conflitos e Soluções”.

